Começou greve na <i>SATA</i>

Os trabalhadores do grupo SATA (Air Açores, Internacional e Aeródromos) iniciaram ontem uma série de paralisações, para protestarem contra a intenção de segmentar a transportadora aérea açoriana.
Até amanhã e nos dias 4 e 5 de Agosto, a greve abrange as primeiras duas horas de cada período normal de trabalho. De ontem até dia 10 de Agosto é ainda recusada a prestação de trabalho suplementar.
Um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos disse à agência Lusa que a decisão de avançar para a greve seguiu-se a uma reunião com a administração e a um plenário de trabalhadores, em Ponta Delgada. Vítor Mesquita explicou que o Sitava/CGTP-IN pretende a garantia da administração e do Governo Regional de que a SATA Air Açores não será segmentada, alegando que em causa está o desmantelamento de uma empresa com mais de 60 anos de história. O sindicato afirma que a pretendida segmentação (criando novas empresas, como seriam a SATA Handling e a SATA Serviços) visa isolar áreas de negócio apetecíveis ao investimento privado, caso da assistência em escalas (handling).
Com esta luta, o sindicato e os trabalhadores procuram ainda garantir que todos os funcionários do grupo SATA sejam abrangidos pelo Acordo de Empresa e evitar que seja instituídas regras laborais diferentes para quem exerce funções idênticas, na mesma categoria profissional e ao serviço, afinal, da mesma empresa.
O sindicato salienta, num comunicado em que reafirmou o apelo à greve, no final da semana passada, que a escusada criação de novas empresas «nenhum benefício traria para as populações».
No mesmo documento, o Sitava revelou que já tinham começado a notar-se «manobras para minorar os efeitos da greve», para as quais alertou oportunamente a Inspecção do Trabalho.
Depois de ter sido recebido pelo secretário regional da Economia, o sindicato pediu audiências ao presidente da Assembleia Legislativa Regional e aos grupos parlamentares, para abordar os motivos da luta. O presidente da SATA não respondeu a um pedido semelhante, mas «uma boa greve, estamos certos, poderá fazê-lo mudar de ideias», conclui o comunicado.


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